As heranças africanas na formação cultural do Brasil

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“Podemos dizer que as artes africanas se desenvolvem sobre quatro pilares: a pessoa, a comunidade, a natureza e a criação. Mas, também, sobre a tradição, o passado e a história. E que esses quatro pilares manifestam-se com exuberância através de formas extraordinárias, formas que não representam a realidade tal qual a percebemos, mas que procuram representar os valores que estão além do real. Ver o que não vemos. Por meio disso, os africanos criaram formas esculturais e artísticas únicas no mundo. As artes africanas e as culturas africanas podem ajudar a salvar o homem contemporâneo que esqueceu, por completo, que existem outras coisas para além do dinheiro e dos valores econômicos. As culturas africanas e mesmo as religiões africanas nos ensinam que existem além do mundo visível, e que o ser humano não é apenas um ser de carne, mas que existem também o espírito, o coração e outros valores além daqueles que podemos ver.” François Neyt

“Deuses mudam ou morrem. Ogum, por exemplo. Ele não é apenas deus do ferro, mas deus da tecnologia – daí que hoje, na Nigéria como no Brasil seja visto como o senhor das novas técnicas, do repertório hi-tech, da informática. Ogum é o orixá das vanguardas e dos computadores e por conta de ter aberto uma picada em tempos míticos, ele é hoje o deus das hi-ways.”

* leitura do Oriki de Oyá-Iansã e Xangô por Gilberto Gil.

Capítulo 3 da série O Povo Brasileiro, produzido pelo Canal Brasil e baseado no livro de Darcy Ribeiro.

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